A teoria das Fake News: Os veiculos de massa

O ano é 2018, tudo parece flores como se um novo reinado aflorasse, por todos os lados câmeras fotográficas, multidões se aglomerando sem se preocupar com eventuais problemas costumeiros…

Mas o problema não é habitual, ele é novo e ardiloso, talvez mais difícil de imaginar, ele tem nome e sobrenome “Fake News”. Ano de eleição vários canais se movimentam para a maior cobertura de imprensa do ano as corridas presidências, cada um faz a sua e cabe aos campos de pesquisas dar números aos concorrentes, esses números que são as preliminares para a repulsa…

Vídeos que tentam denegrir a imagem da imprensa, mentiras acobertadas em notícias, falsos apoios de celebridades, comandada por um Aplicativo que hoje senão o mais disparado, ele é o WhatsApp, e nesse viral que temos uma concentração de grupos de eleitores do até então candidato do PSL, que chegavam a publicar mais de 1000 mensagens ao dia, para combater a “grande mídia tendenciosa” e ajudar na disseminação das mensagens…

“Bolsonaro monopoliza os debates na maior parte dos grupos públicos. Monitoramos 272 grupos que debatem política, 37 deles só de Bolsonaro. Somos um sistema enviesado porque há mais grupos de apoiadores dele do que de outros candidatos”, diz Fabrício Benevenuto, professor do departamento de Ciência da Computação da UFMG.

Os chamados “vídeos de Bolsonaro” são disseminados em massa para viralizar, e disparar notoriedade do candidato, emplacando uma chuva de informações em contrapartida das próprias mídias, causando uma enjoada febre de dúvidas a respeito de quem está falando a verdade. Muito embora estes mesmo apoiadores entram em contradições, inflamando mais ainda essa guerra virtual…

Criada em setembro de 2019, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News agravou o racha na base original do presidente Jair Bolsonaro no Congresso.

“os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público; a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições 2018; a prática de cyberbullying sobre os usuários mais vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos; e o aliciamento e orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio”.

No dia 4 de março de 2019, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB), disse ter entrado nos dados do facebook, que ligam um assessor do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) com um perfil do Instagram que promovia ataques contra o governo. Frota afirma que o grupo controla perfis falsos responsáveis por difundir mentiras nas redes sociais…

Em 4 de dezembro de 2019, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), acusou os filhos do presidente de comandar um “gabinete do ódio” de atacar adversários. “Escolhe-se um alvo. Combina-se um ataque e há inclusive um calendário de quem ataca e quando. E, quando esse alvo está escolhido, entram as pessoas e os robôs. Por isso que, em questão de minutos, a gente tem uma informação espalhada para o Brasil inteiro” diz Joice…

A milícia digital bolsonarista custa R$ 500 mil aos cofres públicos! A deputada também acusou o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) de integrar a coordenação dessa milícia digital. Ela contou que, segundo peritos, há 1,4 milhão de seguidores robôs no perfil de Jair Bolsonaro no Twitter e mais de 468 mil no de Eduardo. Joice revelou que houve o emprego de R$ 500 mil de dinheiro público para patrocinar “perseguições a desafetos” da família presidencial, incluindo o uso do “gabinete do ódio”.

“Somos considerados traidores porque não entramos nesse jogo de ataques ou porque discordamos de algo”, afirma ela e ainda diz que muitos ataques vêm ligados ao astrólogo Olavo de Carvalho.

A CPMI retomou as atividades em 11 de fevereiro 2020, para ouvir Hans River, River disse que a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo, havia se “insinuado” sexualmente para ele com a intenção de obter informações para uma reportagem. Bolsonaro faz um trocadilho de cunho sexual dizendo que Mello “queria dar um furo a qualquer preço contra mim”. A Folha disse que River mentiu e apresentou prints de conversas entre ele e Mello.

No dia 4 de março de 2020, Frota afirma durante reunião, que documentos enviados no facebook, direcionado a câmara, ligavam a Eduardo Guimarães, que é assessor de Eduardo Bolsonaro. Frota ainda conta que o computador de Guimarães contém documentos ligados a uma conta no Instagram chamada “Bolsofeios” que gerou inúmeras críticas a jornalistas…

A manobra até então espalhadas em vários grupos, revelam o quanto o disse me disse corre pelos quatro quantos do país, é nessa maré que entramos no campo mais raso dessa balburdia virtual e com isso chegamos a parte mais delicada… o famoso “gabinete do ódio”…

Continua…

 

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