Cara ou Coroa?

Dados os retalhos, o que nos restam são variáveis de consolos a toques compulsivos, o que temos sobre as mesas são papeis flexivelmente trocados sem aviso prévio, mas com rascunhos prontos esperando serem narrados…

 

 

Desde sua campanha até sua barganha, nem tão pouco sua atitude de manha, em meados de 2017, com suas visitas Bolsonaro prometeu que não deixaria cumpri com seus compromissos se eleito foste então sem medo de falar transparentemente disse…

“Não teria um centímetro demarcado para reserva indígena e quilombola”. E explicou: “Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais (…) se eu chegar lá (à Presidência), não vai ter dinheiro pra ONG. Esses vagabundos vão ter que trabalhar”.

 

 

Se observamos a então balburdia que se alastrou no seu primeiro ano de mandato querendo trocar a embaixada brasileira em Israel, de Tel-Aviv para Jerusalém – o centro da disputa entre judeus e palestinos. Causando um transtorno diplomático, tendo que os generais brasileiros entraram em ação para explicar ao presidente algo de geopolítica, diplomacia e importância das exportações.

 

 

 

Passados aqueles impasses a permanência da embaixada em Tel-Aviv, foi se desenhando outro Bolsonaro, mas isso seria o acaso ou empatia ao reverso, ficando uma nuvem sem gafanhotos estatelada em nossas cabeças, se observamos seus novos discursos, sem ríspidos olhares ou suspensas sobrancelhas onduladas ou gestos descontrolados vemos um Bolsonaro, mais humano, próximo aos necessitados, outrora aquele que bajulava torturadores agora repudia tais atitudes como da  semana passada do motoboy que foi humilhado por um sujeito de classe alta, que “A miscigenação é uma marca no Brasil. Ninguém é melhor do que ninguém por conta de sua cor, crença, classe social ou opção sexual”. Senhores quem estava falando?

 

 

 

 

E agora uma missão humanitária a Beirute, um avião da FAB levará medicamentos e equipamentos médicos, sob comando do próprio Michel Temer, que é filho de libaneses. E cá entre nós, há mais libaneses no Brasil do que no próprio país. Você consegue enxergar algo?

 

 

 

“Em vez de tortura e crises diplomáticas, missão humanitária; em vez de arroubos racistas, machistas e homofóbicos, discurso inclusivo; em vez de tudo para ricos e grileiros, ajuda emergencial e um novo Bolsa Família para chamar de seu. E, em vez de bater na “velha política”, um abraço no Centrão”.

 

 

Enquanto famílias choravam pelos seus entes que se foram, e o Brasil no sábado 8/8 passava a marca de 100 mil mortos… vinde ao Palmeiras 12 anos depois conquista o paulista! Bom digo você escolhe. Cara ou Coroa, o Presidente ou o Candidato! Enfim meus amigos o discurso agora é outro pois campanhas logo serão necessárias, mas não se esqueça no final a pessoa é a mesma!

 

 

Afinal torcedor é torcedor!….

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