De passagem…

Foi em 17 de abril de 2020, que Bolsonaro nomeou o novo ministro da saúde Nelson Teich, após uma saída conturbada com o ex ministro Mandetta, por não concordarem com suas ideias, no mais com as normas da OMS…

“Vim para trazer uma vida melhor para as pessoas do Brasil”, declarou o novo ministro da Saúde

 

 

Teich assume com a obrigação de reverter o quadro que toma proporções maiores e vem crescendo sem uma projeção, que facilite o trabalho do ministério e fazendo com que o trabalho tome outros rumos… Nelson Teich possui graduação em medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e duas especializações: em Medicina Interna e em Oncologia Clínica.

“Recebo essa missão e é uma honra estar aqui. Hoje começo minhas atividades e vou trabalhar muito na qualidade da informação e na interação de equipes”, destacou.

Em sua primeira coletiva ele ressaltou a importância da informação e de se conhecer de fato a doença, “Ainda há uma pobreza muito grande de informações, o que leva a um nível de ansiedade e medo. Além da COVID-19, temos que trabalhar para administrar o comportamento da sociedade. Vamos trabalhar trazendo confiança por meio da informação de qualidade, planejamento e conhecimento, porque aí sim será possível achar uma solução”, explicou Teich.

O presidente Jair Bolsonaro, deu boas vindas ao ministro e como chefe de estado disse que apoia os esforços que estão sendo feitos na saúde e que deve ter mais atenção…

 

“Desejo sorte ao novo ministro, Nelson Teich, que entra em cena e o cumprimento pela sua coragem. Não é apenas ser ministro, é buscar melhorar a saúde do Brasil, que não é de hoje que tem seus problemas”, destacou o presidente da República.

 

Na sua primeira coletiva, no dia 22 de abril, o ministro informou de forma precipitada os números até então de infectados no brasil eram de 45 mil e ele falou 43,5 mil, sendo que o próprio Ministério da Saúde informou, momentos antes, que o país já contabiliza mais…

“A gente hoje tem 43.500 casos do corona vírus no Brasil. Se a gente imaginar que a gente tem uma margem de erro grande, digamos que a gente tenha aí 100 vezes. É só um exemplo hipotético. A gente está falando em 4 milhões de pessoas. Nós hoje somos 212 milhões. Então, fora da covid, temos 208 milhões de pessoas que continuam com as suas doenças e que têm que ter isso tratado”, declarou.

Com as mudanças no ministério da saúde, a equipe meio que ficou instável, houve interrupção por quase uma semana sem coletiva, em um momento que o ministro assume o comando, sendo que as coletivas eram diariamente, neste mesmo dia Teich anuncia um general para secretaria executiva do Ministério da Saúde.

“É impossível um país sobreviver um ano e meio parado. O afastamento é uma medida absolutamente natural e lógica na largada, mas ele não pode não estar acompanhado de um programa de saída. Isso é o que a gente vai desenhar”, disse.

Naquele dia o ministério da saúde tinha registrado mais 165 novos óbitos em 24 horas e o total de vítimas fatais chegou a 2.906, assim chegando a 45.757 infectados no brasil…

Em 11 de maio, o ministro falou sobre o isolamento social, e, ao posicionamento dos conselhos de saúde de Estados e municípios, que rejeitara, neste momento a possibilidade de adotarem, como modelo, as diretrizes de isolamento social em cada localidade. Teich voltou a falar que não é sobre flexibilizar ou isolar a população para impedir a disseminação, mas sim trabalhar “sem interesse pessoal”, mas pela coletividade de quem mais precisa…

“Mais uma vez, eu quero deixar claro que essa discussão de uma estratégia não representa você definir se vai isolar ou flexibilizar. A discussão aqui é uma metodologia sobre qual é a melhor forma de você cuidar das pessoas e proteger a sociedade”, disse o ministro.

O ministro disse que, com todas as preocupações estarem voltadas aos casos mais graves, o governo procura de alguma forma, exigir mais nos casos em que sintomas são recentes, para o começo do tratamento, ele também afirma que o Brasil trabalha para que um grupo de pacientes sejam inseridos à fase de testes…

“As mais conceituadas revistas médicas do mundo publicaram pesquisas com centenas de pacientes apontando que a droga não traz melhoras”.   – Jornal Estadão

Nos últimos dias o presidente Bolsonaro, aumentou a fritura sobre Teich, para que ele mudasse o protocolo do ministério, que introduzisse o uso da droga em casos mais graves, e sendo assim a colocando deliberadamente. A cloroquina usada originalmente contra malária e lúpus foi aplicado no começo da pandemia em alguns poucos pacientes na China com resultado promissor, foi defendido por um controverso cientista francês, mas quando inúmeras pesquisas vêm publicando um tanto pouco sua eficácia, e somente neste mês de maio, alguma das mais importantes revistas médicas do mundo – New England Journal of Medicine (NEJM), o Journal of the American Medical Association (Jama) e o British Medical Journal (BMJ). Não agradam a perspectiva do ministro…

 

“Já é hora de mudar o discurso de ‘não temos evidências suficientes de que a cloroquina funciona e que precisamos de mais estudos’. Já temos evidências suficientes de que a Hidroxicloroquina não é eficaz no tratamento de covid-19 e apresenta riscos cardíacos que não devem ser negligenciados”, afirma Natalia Pasternak, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.

Essa briga por colocar e esperar para ver, só pois em pratica mais uma leva de diferenças e culmina com novos propósitos. Hoje 15 de maio, o presidente Bolsonaro afirma que mudara o protocolo de uso da cloroquina adotado no sistema de saúde para o tratamento no novo corona vírus. Sendo que o presidente já havia comentado sobre a mudança dias atrás, por alguns jornalistas o questionar sobre o uso…

Isso foi o estopim para que os dois chegassem ao fim desse relacionamento relâmpago, e como de passagem, Teich diz que tem um nome a zelar, e que naquele momento já havia chegado ao seu limite… sem acordo agora o Brasil perde seu segundo ministro da saúde em meio a pandemia, causando mais alvoroço ainda sobre esse embate já que na live de ontem o presidente afirma que o novo ministro terá de falar sua língua! Ficamos agora na espreita para ver se vamos ou não ter soluções…

O ministro Nelson Teich, pediu exoneração hoje dia 15 de maio… sem deixar claro seus motivos na coletiva, apesar de uma nota oficial do ministério dizer que ele pediu demissão, assessores da Saúde afirmaram que o médico foi demitido.

 

 

“A vida é feita de escolhas. E hoje eu escolhi sair”. Nelson Teich

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.