Guerra de valores…

Existe um buraco bem mais fundo no meio deste cenário tão prejudicial, o que registramos são egos sendo expostos de forma substancial e que tal demora por cederem seus caprichos, vão estendendo por palanques de inúmeros contrastes  o que numa escala de vida e morte a única curva é se segurar na opinião pública…

Quando um ministro se prontifica a falar de sua correspondente profissão, temos a obrigação de observar, convenhar, e acima de tudo entender de que ele é de fato alguém que conhece sobre o assunto…

 

“Um alerta importante: a cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o “Termo de Consentimento” antes de iniciar o uso da cloroquina”, afirmou o ministro.

 

Questionado pelos jornalistas pela fala do ministro Teich, Bolsonaro seguiu firme com suas convicções e voltou a criticar…

 “Olha só, todos os ministros, eu já sei qual é a pergunta, têm que estar afinados comigo. Todos os ministros são indicações políticas minhas e quando eu converso com os ministros eu quero eficácia na ponta. Nesse caso, não é gostar ou não do ministro Teich, é o que está acontecendo”, afirmou Bolsonaro para jornalistas na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada nesta quarta-feira 13.

 

Quanto ao voltar a trabalhar e tornar o isolamento vertical, Bolsonaro insiste em dizer que se não voltarem logo, a economia terá uma avassaladora devastação, sendo que quando a fome bater na porta do cidadão e ele não ter um pão ou leite para com seus filhos, isso vai danificar a vida de milhões de pessoas e causar um pânico sem medidas, ainda que mataria muito mais que o corona vírus, e nessa divisão de pensamentos que um cenário mais abusivo se contorna, ao dar poderes para os governos e prefeituras decidirem sobre as medidas, o supremo demonstra que não quer deixar decisões nas mãos do presidente e faz com que um clima seco paira sobre as já existentes relações entre eles ganhem peso e nisso uma guerra de valores crescem sem quaisquer prescrição…

  “Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos. Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos. O governo federal não foi consultado sobre sua amplitude ou duração”, afirmou o presidente.

E como se não bastasse esse endossamento, de exigir ou descumprir, obriga as pessoas a decidir o que elas mais querem se proteger ou se arriscar, no mais ficar em casa ou sair para trabalhar…

 

“As consequências do tratamento não podem ser mais danosas que a própria doença. O desemprego também leva à pobreza, à fome, à miséria, enfim, à própria morte”, declarou.

 

 

Ao que tudo indica, se não tivermos  um planejamento com governabilidade, sendo que o mesmo não aparenta, fica nítido que se não por esses egos nas gavetas e sentar com seus ministros e discutir uma forma contundente para fazer com que esses efeitos, possam tomar outros rumos e assim questões como sanitárias não teremos êxito algum. E sem planos ficar apenas esbravejando não resulta em nada, pois teria que criar novas regras para o sistema, para não deixar essa compliance (estado de conformidade com as leis) à beira de um colapso…

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